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Poesias
Agora compreendemos a dimensão da eternidade, sua infinitude inimaginável,
sua estrutura caótica e a insignificância de nossa própria existência. Agora admitimos a magnitude dos problemas que enfrentamos e a nossa aparente incapacidade de gerar mudanças na escala necessária para salvar-nos.
Tivemos um lampejo de genialidade e enxergamos a verdade por trás do véu.
Fechamos o círculo e redescobrimos o demônio. Recuperamos nossa herança ancestral.
Achamos aquilo a que concedemos tantos nomes - a fonte de nosso "terror" mortal.
Descobrimos o inimigo, e somos nós...
Sofrer é uma fraqueza, quando se pode evitá-lo e fazer algo de melhor.
Exalar os sofrimentos de um esplendor não equilibrado é provar, ó
moribundos das marinas perversas!, menos resistência e coragem,
ainda. Com minha voz e minha solenidade dos grandes dias, eu te
chamo aos meus lares desertos, gloriosa esperança. Vem sentar-te a
meu lado, envolta no manto das ilusões, sobre a tripudie razoável dos
apaziguamentos. Como um móvel de refugo, expulsei-te de minha
morada, com uma chibata de cordas de escorpiões. Se desejas que eu
me persuada de que te esqueceste, retornando a mim, das mágoas que,
sob o signo dos arrependimentos, te causei outrora, pardelhas!, traze
contigo, cortejo sublime - sustentai-me, desfaleço! - as virtudes
ofendidas e suas imperecíveis reparações.
Vamos, música. Sim, boa gente, sou eu que vos ordena de assar, sobre
uma pá, rubra ao fogo, com um pouco de açúcar mascavo, o pato da
dúvida, de lábios de vermute, que, derramando, numa luta melancólica
entre o bem e o mal, lágrimas que não vêm do coração, sem máquina
pneumática, faz, por toda parte, o vácuo universal. É o que tendes de
melhor por fazer.
O desespero, nutrindo-se com um preconceito, dessas fantasmagorias,
conduz imperturbavelmente o literato à ab-rogação em massa das leis
divinas e sociais, e à maldade teórica e prática. Em mim, faz
predominar o último humano nos seus raciocínio. Vamos, dai-me
a palavra! A gente se torna má, repito-o, e os olhos tomam o matiz dos
condenados à morte. Não retirarei o que antecipo. Quero que minha
poesia possa ser lida por uma jovenzinha de catorze anos. Estou numa noite fria , noite negra, sei que preciso me alimentar,
e enquanto caço, e ouço os gritos,
tento beber sem nunca pensar. Pesadelos enquanto durmo, com as pessoas que já matei,
em nome de minha fome, o sangue. Parar? Não acham que eu já não tentei? Cruzes e espadas, esperando para nos matar,
em nome de um Deus Hebreu, que morreu para nos salvar, não sei se choro, não sei se grito,
eu já não sei no que acredito, apenas fico aqui esperando, imerso nessa escuridão.
E eu aqui espreitando, nessa noite escura, que quanto mais fria, mais perdura, esperando nessa terra insana,
caçando de noite como um animal, esperando o fim dessa guerra, que perdura entre o bem e mal.
Estou, numa noite fria, noite negra
um manto que por mais que sujo, ele me aconchega, pois sou o filho das trevas, e ela é uma mãe que não me renega.
Lutando em meio desta não-vida, esperando alguém para me salvar, talvez a cruz e a espada,
possam com minha dor acabar. Amaldiçôo minha existência, maldita minha vida Imortal,
não, não peço a sua clemência, apenas aguardo-a até o final.
As coisas mudaram... eu venho da tristeza... da ignorância, hipócrita da igreja, da destruição da alma, de um mundo onde o único Deus é julgador, mais tudo mudou... Agora eu sou o centro, o todo! Deus não existe... Se ele existisse não teria permitido que isso acontecesse comigo... Eu que era seu fiel servo! Fui condenado por crimes que não cometi, e agora vivo no inferno de não mais poder ver a luz do sol.
Para mim não existe o futuro e o passado não me importa, Não penso no que irá acontecer e nem por que estou fazendo isso,
Vivo a vida no momento pois é de momentos que a vida é feita,
Penso apenas no agora pois é agora que tudo acontece,
O passado já passou E o futuro nunca chegará,
Não tenho preocupações nem objetivos e nem metas,
A morte não existe Porque estou vivo agora,
Assim vivo a minha vida ou talvez só me sinta assim agora...;
Talvez a vida seja mais do que momentos, Talvez ela tenha um significado maior,
Mas não quero pensar nisso agora,
E sinto o sangue na boca, a destruição na alma...; E já não existem mais crenças, pois eu sou o tudo e o nada!